Friday, August 10, 2007

Mais Sertao...

2 agosto 2007

Olá de novo, minha gente!
Eis que passei outro dia incrível aqui neste belo Sertão brasileiro. Destaco as crianças de uma creche que visitámos esta manha: mais uma vez, pude confirmar que as crianças são o mais lindo que Deus nos deu!
Bom, saímos então de manha com o nosso colega Max, um argentino muito simpático que trabalha na paróquia de Jaguarari, mas que no ano que vem irá regressar à pátria. Veio connosco o seminarista keniano e, como o terreno não é asfaltado em 90% da área que visitamos, levamos um velho Land Rover: velho, mas ainda com muita força e garra!
Visitamos então várias comunidades, mas como o tempo era pouco, só deu mesmo para ver 4 ou 5. Numa delas, paramos para ir cumprimentar a família de um nosso padre que trabalha na Venezuela; porém só estava a mãe; veio depois uma filha, que morava ali ao lado. Seguimos viagem e visitamos uma comunidade grande, onde nas traseiras da igreja (numa sala) estavam senhoras e algumas meninas fazendo trabalhos artesanais. Nesta foto de cima, a senhora nao esta na igreja, mas sim em sua casa, fazendo chapeus de palha.

Dali fomos para uma creche, a qual é subsidiada por uma organização italiana que apoia projectos para crianças, chama “Amici dei Bambini” (Amigos das Crianças). Nesta foto de cima, estou com uma das senhoras que cuidam da cozinha e limpezas (à minha esquerda) e com a diretora da creche. Gostei tanto dos miuditos que fiz varias fotos... até que fiquei sem pilhas, por usar tanto flash. Ireis depois ver o resultado; por agora, deixo-vos uma foto para ilustrar o texto.
Bom, continuamos a nossa viagem, passando por uma moagem, a qual só trabalha para consumo interno, ou seja, mói a farinha de mandioca e milho, mas só para consumo dos mesmos agricultores que a produziram. Visitamos depois um mercado tipico do Sertao, tal como gosto... A carne estendida a secar (na foto de cima) é algo muito tipico. Tambem gostei desta de baixo, a qual chamo de... "parque de estacionamento do Sertao". Depois do tacho, eu e o Domingos despedimo-nos dos nossos colegas (aqui na foto) e voltámos para Feira de Santana, pois à noite tínhamos missa e eu seria o celebrante. Depois da missa, houve um encontro de oração preparado pelos jovens, o qual foi muito interessante, incluindo uma encenação de uma passagem bíblica. Na foto seguinte esta o meu mano Domingos "guitarrando", ladeado de alguns jovens.Nesta de cima estou eu com o grupo, muito animado, vivo e cheio de entusiasmo. Espero que possam ser sempère e cada vez mais dedicados à causa da pastoral na paroquia, pois eles nao sao so o futuro, mas sim o presente da Igreja. Bem hajam todos!
Foi bom mesmo...
Bom, amanha há mais!!!

Friday, August 03, 2007

Viajando por terras do Sertão

1 AGOSTO 2007

Olá de novo, minha gente! Hoje escrevo da cidade de Jaguarari, onde cheguei esta tarde com o Domingos. Saímos bem cedo, mas antes ainda telefonei para minha casa, pois não o tinha ainda feito desde a minha chegada aqui no Brasil. Saímos então para norte ; viajou connosco o padre Rosalino, missionário nosso brazuca, que trabalhou vários anos aqui, depois em Moçambique e novamente aqui no Brasil. Em janeiro irá trabalhar na zona do Roraima; aproveitou a boleia para ir visitar algumas comunidades nossas. A viagem foi muito agradável e tranqüila. É impressionante o movimento de camiões nas estradas; mas foi este autocarro que me chamou mais a atençaõ!!!uma das razões tem a ver com a fraca e quase inexistente rede ferroviária deste país, a qual, se existisse, seria, no meu ver, muito mais eficaz para o desenvolvimento econômico do país em geral e das várias regiões em particular. Também eram muitos os que usavam outros meios mais "naturais" para se deslocarem...Certamente, os chefões das petroleiras e redes de estradas terão “culpa no cartório”. Chegamos ao nosso primeiro destino por volta das 11h: Monte Santo, onde temos uma paróquia e várias comunidades espelhadas pelo território. O pároco foi meu colega em Londres durante 3 anos, mas não estava lá: já está em São Paulo e irá também ele participar no curso de formação. Esta é a igreja de Monte Santo.Estava um outro nosso padre que conheci de passagem em Londres e que trabalhou vários anos na África do Sul. Ele é o Lima e é o segundo na foto, da esq.; o padre Rosalino é o primeiro; a meu lado está o semina brasileiro, o Domingos e o padre Stephen. Demos uma volta por parte da cidade antes do tacho; depois deste, visitamos um pouco mais antes de abalar para Jaguarari. Fomos também ao mercado local, mas não era hoje o dia grande do comércio... Mas sempre deu pra duas fotos, uma delas esta...Este é um simpático avozinho, o qual usa o tradicional chapéu desta zona do sertão baiano.Esta foto tirei-a numa estaçao de serviço: está o máximo, não e´? Só foi pena não ter dado pra comer nesse pequeno restaurante pra... combinar o preço. Ao lado, notro restaurante, estavam secando a carne...Chegamos aqui antes das 6h da tarde; a missa foi às 7.30h e concelebrei com 2 colegas nossos. Está também cá um nosso seminarista do Kenya, o qual tem 5 anos de Brasil e fala muito bem o português de cá. Nesta foto podeis ter uma ideia do centro de JaguararuiAmanhã irei conhecer um argentino que também trabalha nesta comunidade. E... prontes, vou nanar, pois estou arrebentado. Tou com um sono que nem imaginais...
Minha gente, inté...

Isto aqui, ó ó, é um pedacinho do Brasil ai ai...

BRAZIL, 31 JULHO

Olá, olá minha gente!!!
Tudo bem, pessoal??? Pois é, agora é só mesmo “à brasileiro”!!!
Talvez vocês se lembrem de uma canção brasileira que começa com as palavras que coloquei no título desta crónica...
Bom, eis-me então aqui no belo Brazil, após uma longa e divertida viagem desde Joanesburgo até São Paulo. Sim, foi divertida perto do fim, pois o sul-africano de raça branca que vinha a meu lado e era mais “abundante” do que eu era amigo dos copos: lá foi bebendo mini-whiskys um atrás do outro, mas felizmente não foi agressivo nem incomodou as pessoas, até porque... eu o mantinha sob controle. Sim, porque quando soube que eu era padre, nem queria acreditar e, como muita gente, mesmo não católicos, costumam fazer, lá me contou a sua vida, incluindo a parte religiosa. O pai é um pastor protestante, mas ele nada quer com a religião; separou-se da mulher e tem 2 filhotes. Trabalha aqui no Brazil como guarda-costas de um magnata do petróleo, mas nesta parte não acreditei muito, pois creio que aí falava o whisky e não ele! Sim, tive que o manter debaixo do olhjo, de modo a não fazer asneiras, pois respeitava-me. Eheheheheh
Após 10 horas e meia de vôo sobre o Oceano Atlântico, eis que o avião aterra com segurança em São Paulo. Claro, tinha ainda na mente as cenas do desastre aéreo ocorrido dias antes, mas num outro aeroporto. Não tinha ninguém à minha espera, pois uma amiga minha que é hospedeira de bordo estava trabalhando e, como tal, não podia estar lá. Assim, troquei alguns euros para comprar um cartão telefónico e comecei a contactar alguns amigos, incluindo o padre Luiz Emer, um brasileiro do nosso instituto que trabalhou muitos anos na Coreia, como tal, meu antigo colega de missão. Irei encontrá-lo na próxima 2° feira. Bom, dado que o vôo para Salvador da Bahia saiu meia hora atrasado (o tráfico aéreo aqui nao Brazil parece estar num caos, pois foram muitos os vôos que sofreram atrasos, alguns deles coinsideráveis), cheguei à meia noite e meia Salvador; esperava-me o nosso padre Domingos Forte, tuga da zona de Famalicão e que trabalçha cá no Brasil vai para 4 anos. Dado que o conheço desde que entrei para o seminário (tinha eu 13 anitos!), somos amigos de longa data; elke andou sempre um ano à minha freente, por isso estivemos juntos em várias ocasiões. Mas fazia muito tempo que não o via. Assim, irei passar os próximos dias aqui no Sertão; no sábado, iremos os dois para São Paulo, pois ele irá participar também no curso de formação que eu irei fazer. Seremos 22 padrecos novos e, dado que trabalhamos em vários países de 3 continentes, será precisamente esta variedade de experiências o aspecto que, no meu ver, será o mais positivo e enriquecedor do curso.
Bom, Dado que chegámos à nossa comunidade de Salvador bastante tarde (cerca das 2h da manhã), dormi atè às 8h. Eis os membros da nossa comunidade de Salvador: padre Stephen (keniano), padre Pedro (brasileiro) e o seminarista moçambicano Afonso. O de costas e "cabeleira" é o padre Domingos.
Claro, ando com uma carga de sono considerável, mas terei tempo dureante o curso para pôr o sono em dia. Assim, após o café da manhã (comno dizem aqui os brazucas), saímos com um amigo dos nosso padres que é baiano para visitar a cidade de Salvador. Eis, ao longe, parte do centro da cidade... Claro, num dia não dá para ver tudo, mas deu pelo menos para conhecer a parte antiga e mais bonita da cidade. O tempo ajudou, pois só chuviscou quando estávamos almoçanco ou ao fim do dia, quando era hora de regressarmos a casa. Dado que adoro conhecer coisas, lugares e pessoas novas, devo dizer-vos que, mais uma vez, me apaixonei por outro país, neste caso, por este Brazil... que ainda mal conheço: Salvador é uma cidade lindíssima, com características muito tugas, pois o centro antigo da cidade é extremamente parecido com as nossas vilas alentejanas. O nosso primeiro “destino” foi a bonita e famosíssima igreja do Senhor do Bonfim, bem ao estilo tuga de séculos passados. Nesta foto estão uns azulejos muito antigos, que ilustram a Última Ceia. Adorei estes e outros azulejos que ilustravam várias cenas bíblicas.Aproveitei os bons preços de uma loja ao lado para comprar lembrancitas, sobretudo as famosas fitinhas de colocar no pulso multicoloridas. Não, não comprei estas da foto, mas eram muita giras...Fomos depois para a zona perto da praia, visitámos um famoso mercado tradicional (adorei este também, pois sabeis que gosto imenso do que é tradicional; nesta foto está um vendedor de, entre outras muitas coisas, um instrumento usado na famosa dança da capoeira)

e subimos no elevador Lacerda (na foto),


o qual, juntamente com a igreja do Senhor do Bonfim, apareceram várias vezes em telenovelas... Nesta foto, estou com o Domingos e Davis, o jovem baiano que nos guiou "pelos bons caminhos"... Nesta foto, está um interessante vendedor ambulante em frente do tal mercado de artesanato local. Fiquei deveras encantado com a beleza desta cidade, pois está também situada junto ao mar; haviam algumas baianas vestidas a rigor, mas como pediam dinheiro para seremn fotografadas, fiz algumas fotos desde longe e consegui apanhar uma ou outra... O almoço foi barato e uma bela porcaria: salvou-se o arroz e o feijão, já que o frango era minúsculo e... não era assado, mas sim frito, quando era assado que o tínhamos pedido. É, “por vezes o barato sai caro”! Aqui, na foto de cima, estou tomando uma água de côco com o Afonso; confesso que não gostei, embora eu adore côco. Estranho, não?Bom, seguimos viagem rumo à parte da praia; pelo caminho, vimos zonas onde as casas eram deste estilo. É o estilo comum nesta área, bem como noutras partes da Bahia. foi pena não ter dado para dar um mergulho, mas foi bom na mesma: fomos até ao farol e... voltamos depois, não só porque começou a chover, mas sobretudo porque eu e o Domingos queríamos viajar cedo aqui para Feira de Santana. Assim, chegando cá a Feira de Santana, fomos comer uma pizza, mas estava muito fraca; valeu a fome para a comer com certa voracidade! Ahahahahah
E prontes... Cá estou em Feira de Santana, onde os nossos missionários têm uma paróquia. Farei muitas fotos, certamente, mas por hoje deixo-vos algumas das que fiz em Salvador. Despeço-me com um abração mega... e um agradecimento MUITO ESPECIAL AO NOSO AMIGÃO por tudo quanto me tem concedido e proporcionado até agora.

Thursday, August 02, 2007

E... mais uma aventura aproxima-se do fim!

Pretoria, 29 julho 07

Sanibonani, gente!
Eis-me na véspera da minha partida para mais um continente e um pais! E que modo ESPECTACULAR de fechar esta minha breve visita africana. Foi, de facto, um “fechar com chave de ouro” esta semana que por cá passei. Do inicio: saímos de casa, eu e o Zé, às 6h da manha!!! A razão é simples: a primeira missa foi às 7h, mas o “pior” (sim, porque detesto acordar de madrugada, mas quando é por uma boa causa, vale a pena o sacrifício!) foi o briol que fazia!!! Nunca pensei que a África tivesse temperaturas tão baixas. Estavam presentes não muitas, mas bastantes pessoas, desde idosas (a maioria) a miuditos, vários dos quais apanharam boleia nossa à ida e no regresso. O Zé apanha-os pelo caminho e tal é também costume em outras circunstancias, pois a maior parte da gente não tem carro e os autocarros são muito poucos; o sistema de transporte mais corrente é o das carrinhas de 9 ou 11 lugares (que no Kenya se chamam Matatus); estas são conduzidas a altas velocidades e quase sempre vão carregadas de gente. Mas não creio que aqui hajam tantos acidentes como no Kenya... Bom, adorei a missa, sobretudo pelos cânticos, mas esta não se comparava com a missa das 10h. Nesta primeira missa, houve uma cerimonia muito interessante: algumas adolescentes receberam a medalha com que iniciaram mais um passo no grupo de Santa Ana (uma especie de Legiao de Maria: consiste num grupo de senhoras da paroquia, as quais de juntam semanalmente para rezarem, etc. Este e´ muito comu8m na Coreia tambem); elas estavam vestidas de talk forma que pareciam noivas, como podeis ver pela foto. A foto que se segue e´ do momento do ofertorio. Nesta esta´ o Zé com elas, rezando o Pai Nosso. Terminda a amissa, o Zé levou, como habitualmente, várias pessoas na carrinha, deixando-as pelo caminho, perto de suas casas. Bom, dali fomos entao para a igreja da paróquia, onde celebramos a missa principal. Ora, acontece que em vez de celebrar duas, o Zé decidiu juntar as duas comunidades numa só, pois haviam 2 convidados: eu e a freirinha. Nesta foto estamos ainda na sacristia, antes do inicio da missa.Haviam também bastantes jovens e muita gente, creio que quase 800 pessoas. Eu gostaria de ter tido mais tempo para visitar outras zonas do pais, mas uma das coisas que queria ver... o nosso Amigao ofereceu-me nesta missa: algumas senhoras estavam vestidas com trajes tradicionais zulu, que são simplesmente espectaculares (como podeis constatar pelas fotos). Logo no inicio da missa, uma destas senhoras ofereceu-me uma coroa, que tradicionalmente é oferecida ao chefe da tribo; o Zé celebrou a missa com outra, coisa que faz em dias de festa ou ocasiões especiais. No finlo da missa, eu e a freirinha fomos presenteados com um envelope contendo rands, a moeda local. Sim, mesmo sendo comunidades relativamente pobres, demonstraram generosidade e, acima de tudo, muito acolhimento. Mas o ponto alto da celebracao foram... os cânticos, muitos acompanhados por danças. ADOREI MEGA!!! Tanto que me juntei a eles numa dança de accao de graças. O ambiente era de festa, sentido original da missa; só que a nossa santa madre Igreja romana teima em ser retrógrada e formal, para alem de controladora. Quem me dera que as nossas missas fossem todas como esta em Osizweni. Foi impecável ao máximo; era lindo ver a alegria e emocao nos rostos e corpos de crianças, jovens, adultos e idosos que vibravam com a musica, acompanhando-a com danças que, à medida que a emocao crescia, se tornavam mais expressivas. Eram sobretudo as idosas as que mais se emocionavam com o canto: de facto, muitas delas começavam a dançar espontaneamente. Claro, não resisti e juntei-me aos jovens numa dança. Foi demais!!! Tal como lhes disse numa saudacao final, adorei as crianças da África do Sul e disse-lhes estar certo de que os membros dos coros celestes são zulu. Também lhes disse que gostei imenso de ver o quanto os nossos missionários amam este pais e as suas gentes, tal como estas gentes amam os nossos missionários. Nunca me imaginaria trabalhando neste contexto, pois estou de corpo e alma na Coreia, mas não descartaria, num futuro, trabalhar aqui. Quem sabe... Porem, meu sonho próximo é a América Latina, se bem que estou quase certo de que depois da Coreia irei para Portugal. A ver vamos... De momento, saboreio intensamente todas estas experiências que vivi nesta semana e gravo todas elas no meu coracao. Esta missa foi, de facto, um dos pontos altos desta semana. Agora entendo porque o Paul Simon veio cá gravar um disco há alguns anos atrás. Como dizia o outro, “vocês não sabem o que perderam”.
Bom, apos a missa almoçamos com membros dos dois conselhos paroquiais; ao contrario do que aconteceu no Kenya, em que algumas coisas não consegui comer, hoje comi tudo, pois tudo estava muito saboroso, seja o frango que a vaca e o arroz. Claro, a fome também ajudou ainda mais a saborear mais intensamente, mas estava tudo muito bom sim. Depois que todos se foram embora, o Zé fechou tudo e abalamos para Pretoria. Lamento imenso o facto de terem, Zé e nosso outros missionários, de andarem sempre com molhos e molhos de chaves, pois são roubados de vez em quando. Não entendo e ate me dá uma raiva o facto de haver pessoas que roubam os nosso missionários e as paroquias, os infantários e outras propriedades que são somente para ajudar este povo. Outra coisa que me surpreendeu pela negativa foi o facto de estar “tudo” abandonado ou sujo ou descuidado... Certo, os brancos foram uns “demónios”, mas também fizeram coisas boas; basta mencionar que as estradas são 5 estrelas. Certo, não o são nos bairros-de-lata mais pobres, mas mesmo assim o pais está muito bem servido de estradas em muito bom estado. Regressando a Pretoria pude precisamente confirmar, mais uma vez, este facto.
Bom, chegamos por volta das 8h da noite: esperava-nos uma janta deliciosa, à italiana... ou não fosso o superior dos nosso missionários um italiano. Estava também um colombiano que eu nunca tinha visto; aproveitei para ver as noticias em português e o mail.
E... pois é: tal como tudo na vida, também esta minha aventura africana está a chegar ao fim. Foi bom demais, muito bom mesmo!!! Jamais esquecerei o que aqui vivi e as pessoas que encontrei, sobretudo os meus manos de longa data e as crianças africanas. Bem hajas, Amigao, por este dom que me concedeste... Estou sem palavras, mas como a oracao nem sempre precisa delas, basta-me sorri quando Te penso e dizer-te, do fundo do meu coracao “Amo-te ,mega e obrigadao!” E agradeço também o nosso Amigao por esta oportunidade e possibilidade de partilhar com todos vós a minha vida e a missao que Ele me oferece e propõe todos os dias!!!
Bem hajam todos vocês...

O apartehid ainda nao terminou...

Madadeine, 28 julho 07

Sanibonani, mais uma vez! Pois é, esta minha “aventura sul-africana” nao podia estar a correr melhor. Hoje passei metade do dia com o Zé e a outra metade com o Joseph, pois o Zé estava ocupado e era bom que um dos africanos me levasse a conhecer a zona, para não ser só coisas dos tugas. Assim, de manha fomos à cidade de Newcastle: eu comprei uma maleta desportiva de viagem e o Zé fez compras para a paroquia de Maria Imaculada, da qual é pároco. Fomos depois ao centro pastoral diocesano, onde o Zé encontrou o administrador da diocese, um padreco inglês que não me “convenceu”... e não me enganei, pois tanto o Zé como o Joseph disseram que não tinha “estofa” necessária para o trabalho que lhe corresponde. Enfim... Apos o tacho, o Zé foi-se e eu descansei um pouco antes de ir com o Joseph visitar as classes da catequese da paroquia (eia alguns dos adolescentes da catequese) e dar uma volta pela zona que lhe corresponde, na qual estão as capelas de São Jorge (na foto)e Cristo Rei. Esta e´ a igraja de Regina Coeli, a igreja central. Sim, este estilo e tipo de missão nada tem a ver com o da Coreia, pois basta dizer que ali não nos querem (o clero diocesano, na sua maioria, pois dizem que eles podem dar conta do recado = bastam eles para fazer a evangelizacao). Nesta foto estao duas simpaticas professoras de catequese... com as boinas ao estilo zulu.A área da missão é imensa e tem vindo a crescer ano apos ano. Nafoto esta o meu colega Keniano Joseph, o qual e´ o paroco.Um aspecto que me surpreendeu foi que o governo negro não acabou com toda ba descriminacao do apartheid: os negros continuam em zonas fora do centro das cidades. Par alem do mais, o governo construiu casas, segundo o projecto denominado “casas Mandela” que consiste no dar uma casa a cada família negra, que são no mínimo absurdas: uma divisao só... nada mais!!! Eis uma das casa "Mandela"...E quase sem terreno à volta, assim que vêem-se muitas vacas e bois andando livremente pelas ruas. Não se entende bem porque, ainda por cima havendo tanto terreno à volta... Enfim! Não quero estar aqui a contar tudo o que o Joseph e Zé me disseram, senão dava para escrever um livro. Terminamos a volta mais tarde que o previsto, assim que não pude fazer quase nada com o blog. É que, chegando a casa e antes de jantar algo, ainda entrevistei o Joseph para a nossa revista; o seu será um dos testemunhos e experiências missionarias do próximo ano. Nesta foto ele esta´ com as filhotas do casal que esta´tomando conta de uma casa nossa, ao lado da igreja de Cristo Rei, a qual pertence 'a paroquia de Regina Coeli.
Bom, estando eu cansado e com uma preguicite aguda, sentei-me a ver futebol e outras coisas mais na tv até ir dormir.
E a minha passagem por terras africanas está aproximando-se do seu termo. Creio que amanha farao uma missa especial na paróquia do Zé. Pois estará também presente, para alem de mim, outra ilustre convidada: uma freirinha que ira falar da vocacao; creio que farao um almoço especial, por isso... a ver vamos. Agora o principal é ir por “o cabedal de molho”, de modo que amanha esteja fresco e pronto para mais um dia em cheio que, estou certo, o nosso Amigao me irá proporcionar.
Ficai bem, minha gente... e que Ele vos abençoe sempre.