Anyong, minha gente!
Pois é, eis que finalmente tenho tempo e predisposição para actualizar este meu diário. Já era sem tempo, pois desde o meu regresso da incrível e inesquecível viagem e experiência no Kenya que não vos escrevo. É incrível como o tempo passa, até porque “acabei de comer mais um ano”, como dizem aqui na Coreia. Sim, uma das formas de dizer “envelhecer” é dizer que se está comendo mais um ano. Assim, estou “começando a comer” o meu 36xto ano de vida, vida esta que tem sido uma aventura simplesmente FANTÁSTICA!!!
Como envelhecer não é problema para mim, bem pelo contrário, aconselho a quem não gosta de “comer anos” a não vir para a Coreia, pois aqui um quando nasce… é ja “velho” de 1 ano. Ou seja, na Coreia acabei de fazer 37, pois contam o período dos 9 meses no seio materno como o primeiro ano de vida. O que é muito verdade, diga-se de passagem, pois somos seres humanos desde a concepção. Bom, o nosso Amigão tem, de facto, sido fenomenal e impecável para comigo, sobretudo através de pessoas muito especiais que vai colocando na minha estrada e que comigo caminham ao longo da vida. Aqui na Coreia são vários os amigos através dos quais Jesus me tem manifestado o Seu amor, não esquecendo, claro está, a minha família e comunidade missionária.
Entre eles está o meu pároco actual, João, o qual conheci na minha primeira paróquia: estive lá 4 anos e com 2 padres, ambos muito porreiros. O segundo, este João, logo desde o início me fez sentir como em casa e, como tal, somos bons amigos: eu estou sempre à sua disposição quando precisa de ajuda, tal como ele para comigo. Vamos ao cinema de vez em quando, pois tal como eu adora cinema.Ainda no sábado passado fomos, com os 2 seminaristas da paróquia, ver um filme francês muito parecido com o Top Gun. Bom, vim para cá dar-lhe uma mão ao domingos e quando precisa, sempre que posso, dou-lhe uma mão… tal como nestes dias. Vim ontem para cá e estarei ate dia 20, pois foi de férias. Assim, estarei fora da comunidade por uns dias, o que de vez em quando até nem faz mal, pois mudar de ambiente ajuda a ver a vida e a missão com olhos novos e com uma perspectiva diferente. Assim, posso dizer-vos que, apesar de continuar apaixonado por esta missão e este país, estou necessitando de uma paragem. Ora, como sempre Jesus “veio em meu auxílio” com este curso de 3 meses que farei no Brazil, do qual vos falei já. É um curso para jovens missionarios do nosso Instituto com cerca de 10 anos de ordenação; vai-me fazer muito bem, pois estou mesmo a precisar de uma pausa.
Claro, é um dom e um privilégio poder disfrutar de 3 meses para fazer este curso, pois quem dera a muita gente dispôr de tão grande dom… Mas como os missionários não têm a mesma vida que o resto dos “mortais”, fazemos também coisas que não são comuns a todos. Sei que muitos quereriam poder dispôr de tanto tempo para uma pausa longe da vida do todos os dias; de facto, muitos até brincam dizendo “vidinha de padre”… mas a verdade é que mesmo com uma vidinha assim, somos poucos, pois na verdade não é uma vida fácil. Mas é uma vida muito fascinante; claro, nunca seria padre de paróquia, pois gosto de estar ora aqui ora ali, de conhecer gentes, culturas e de adoptar modos de vida diferentes. 
Bom, estou então aqui na paróquia substituindo o padre João. Ao mesmo tempo, continuo preparando a revista da qual sou diretor, pois estarei fora 3 meses e, como tal, tenho de deixá-la pronta antes de partir, também para poder disfrutar do curso sem preocupações. Para além da revista, tenho como responsabilidade, partilhada com alguns colegas meus, o grupo de benfeitores nossos; todas as últimas 2a feiras do mês temos uma missa e encontro com alguns deles; pelo Advento e Quaresma orientámos também um retiro. Tocou-me a mim orientar o último, da Quaresma; fiz uma apresentação diferente da Via-Sacra, mencionando temas sociais a nível mundial que têm flagelado massas imensas de gente, sobretudo de crianças e mulheres. Problemas como a sida, trabalho infantil, prostituição adula e infantil, tráfico de armas, entre outros. Claro, como não era a típica Via-Sacra, algumas pessoas ficaram surpreendidas e “chocadas” (em sentido positivo) com os conteúdos; porém, estes não eram novidade, popis foram tratados na nossa revista. Aliás, foi da revista que tirei o conteúdo das estações. Depois, estive uns dias no sudeste coreano, em Pusan, para tratar de um encontro com os nossos benfeitores daquela zona, para além de visitar um casal amigo e os dois filhotes que são simplesmente lindos!!! Podereis constatar o que digo numa das fotos que aqui colocarei.
Teremos então uma missa para os nossos benfeitores e os fiéis de uma paróquia dali a 22 deste mês. Em Maio, Junho e Julho terei 2 fins-de-semana, em casa mês, para fazer animação e propaganda missionária, pois precisamos de aumentar o número de benfeitores, até porque uma das nossas actividades como missionários é, precisamente, falar da missão universal da Igreja a esta nação que é muito rica em padres e freiras, mas com poucos missionários. Como escrevi na última notícia que enviei para o sito da nossa revista portuguesa (http://www.fatimamissionaria.pt/), os missionários católicos coreanos não chegam aos 500, enquanto que os protestantes ultrapassam os 11 mil. Quanto a nós, temos 9 seminaristas coreanos: 5 em Roma, doas quais creio que 3 ou 4 acabem em bem e sejam ordenados; aqui connosco estão 4, mas só vejo 2 a seguirem em frente. A ver vamos…
Bom, assim tem sido a minha aventura missionária após o regresso do Kenya. Não sei se vos disse, mas na ida para o curso no Brazil irei parar na África do Sul (o bilhete mais barato é com passagem por Hong Kong e este país africano) por uma semana, de modo a conhecer o país (parte dele, claro) e os nossos missionários que lá trabalham, até para preparar material para a nossa revista sobre esta nação, a qual, por exemplo, é a que mais casos de sida tem no mundo. Assim que irei conhecer mais dois países; no Brazil, irei dar um salto à Baía, antes do início do curso, para preparar material sobre o Brazil para a nossa revista. Sim, embora sem curso formal ou académico, sou… um missionário jornalista!

Quanto à Páscoa, passei-a aqui na paróquia, participando em todas as celebrações do Tríduo Pascal e missa de Páscoa; estiveram também presentes alguns padres da diocese que, como todos os demais, lá beberam uns bons copos depois das celebrações. Como não bebo, ficam admirados, pois sabem que em Portugal temos boa pinga. O ambiente foi ótimo, pois eram pdares relativamente jovens; quanto aos fiéis, são também boa gente e têm-me acolhiudo muito bem, sobretudo as velhinhas, as quais são a maioria nesta paróquia. Amanhã terei um funeral e só não farei outro na 6a feira porque o farão noutro lado; espero que não morram muitas nestas duas semanas, pois funerais em coreano não são fáceis… como não o são em outra qualquer língua, eu sei: mas em coreano são mais difíceis, creio!
Bom, vou ficar por aqui, senão ainda adormeceis. Espero que a primavera tenha chegado já: aqui começa a despontar. Vi parte dela onteontem, no passeio que dei para celebrar os meus anos. Pude assim louvar Deus pelo dom da vida no meio da natureza, especialmente na praia que visitei com amigos. Foi ótimo sair do meio da confusão de prédios, metro, correrias, stress e outras “anormalidades” da vida moderna, neste caso causadas pela falta de espaço e pela multidão de coreanos. É que a Coreia do Sul é mais pequena do que o nosso Portugal, mas tem 48 milhões de habitantes, metade deles numa área pouco maior que o norte tuga acima Douro!!!
Amigos, ficai bem e que o nosso Amigão vos abençoe e ajude no que mais precisais. Até mais…
Anyong!
Fotos:
1. Com alguns amigos brasileiros na janta do Ano Novo chines
2. Com uma sosia do Ronaldinho: ele e’ mebro de um grupo de dança que trabalha na China; veio à Coreia estudar a possibilidade de trazer o grupo aqui.
3. Com o meu querido casal amigo de Pusan e os seus dois filhotes.
4. Menina do meu casal amigo: linda, verdade?
5. Criança de uma creche onde vou de vez em quando; está vestida com o Hanbok, traje tradicional coreano. Esta tambem e' linda, nao e'?
Certo, este valor está presente em muitas outras sociedades e culturas, incluindo a nossa portuguesa, mas creio que aqui está presente de um modo muito mais acentuado. Basta mencionar o facto de que a maior parte dos suicídios, os quais alcançaram níveis deveras assustadores nestes últimos anos, se devem a questões de “honra e prestígio”: ou porque se perdeu o emprego, ou porque se é menos inteligente na escola (caso de vários estudantes, jovens e até mesmo crianças), ou porque o stress e pressão para estar no topo da fama (no caso de cantores e actores de cinema/televisão ou de presidentes de companhias, entre outros), o método mais honrado e que menos vergonha causará à família é o do suicídio. Assim, em vez de se viver com menos posses, mas mesmo assim de forma digna, muitos escolhem a via do suicídio, pois a pressão social é deveras acentuada e sufocante. Tanto que, há tempos atrás, os meios de comunicação social alertavam para o facto desta sociedade se estar tornando cada vez menos humana. A vida passa a ter valor só em termos económicos; a gratuidade, o altruísmo, a solidariedade vão-se perdendo aqui e ali, se bem que, comparados com outros povos, os coreanos sejam talvez dos mais generosos quando uma calamidade ocorre “dentro de casa”.
Ainda antes de chegarmos ao destino, passamos por zonas onde o que ha' mais sao campos de cha. Vimos nao so' pessoas recolhendo o dito cujo, como duas "estranhas" aldeias, as quais eram coracterizadas por muitas casinhas juntas; so' que o padre Awiti dizia que estas eram muito pequenas e desconfortaveis... mas que, como acontece sempre com o "ze' povinho" em todos os paises, os pobres sao sempre explorados ate dizer "basta!" Eis na foto parte de uma destas aldeias.
Parámos um instante no nosso centro de animação missionária, o qual nada tem a ver com a realidade que o circonda; certo, não se pode trabalhar vivendo em cabanas ou casas pobres, mas não deixa de ser “chocante” ver o contraste profundo que existe.
Antes que anoitecesse, fomos ver o sol “recolher aos seus aposentos” ; não deu para fazer grandes fotos: o céu estava muito nublado, mas pelas duas fotos que se seguem, podeis ver que até não sairam mal de todo. E lá se foi mais um dia... 
4ª Feira amanheceu nublada, mas, mais uma vez, o nosso Amigão resolvou dizer a São Pedro para aguentar a chuva até à manhã do dia seguinte; assim, tivemos mais um dia de sol e amenas temperaturas, se bem que à noite, estranhamente, tenha feito sempre uma humidade bastante acentuada. La' nos fizemos `a estrada; pelo caminho, vimos muita gente caminhando com vegetais e fruta `as costas ou `a cabeca, todas em direccao a um grande mercado numa pequena cidade da zona. Interessante foi notar que... so' as mulheres e animais de carga carregavam com as coisas: os homens so' o faziam com carro-de-mao, carros ou furgonetas, pois nao e' de homem um homem carregar coisas...
A primeira paragem esta' ligada com uma das razões desta segunda viagem: a visita à família do meu colega Joseph Otieno, que faleceu na Coreia em dezembo de 2005. Infelizmente, a mãe não estava: tinha saído de manhã cedo para um funeral. Mas ao menos pude conversar com o pai, o qual estava sozinho em casa (e' ele comigo nesta foto).
Ficou contente não só com o que eu lhe disse sobre o seu filho, mas também com as fotos da missa do primeiro aniversário que celebrámos lá na Coreia em dezembro passado. Claro, partiu-me o coração sentir a sua dor, mas vi também que a família tenta levar a vida para a frente por quanto lhes seja possível. Espero que o dinheiro do seguro que a Samsung concedeu à família, pois o meu colega estava inserido num grupo de estrangeiros devidamente assegurado, possa chegar-lhes em breve: as burocracias coreanas ainda não permitiram que o dinheirto fosse transferido aqui para o Kenya. Gostei muito de ter ido até ali, pois era como visitar a minha própria família, e sentir que fui instrumento da consolação de Deus para esta família. Espero que um dia seja possível irem à Coreia, tal como é seu desejo...
Após um ótimo almoço e animada conversa, retomámos a estrada... mas deparámos com um acidente brutal, tão brutal que até saiu no noticiário nacional ao fim do dia. Morreram 8 pessoas num embate frontal entre um “matatu” (carrinha de 9 lugares que leva sempre mais passageiros do que os permitidos pela lei; de facto, antigamente eram mais de 20 por veses, mas uma lei recente desceu o número para... 14!) e um pequeno autocarro; parece que este sofreu o arrebentament de um pneu e bateu frontalmente no “matatu”. Quando chegámos ao local do acidente, os corpos das vítimas tinham já sido retirados.
Seguimos para a segunda paróquia nossa, a qual estava longe da estrada principal e, tenho chovido muito no dia anterior, as estradas estavam impraticáveis, pois eram em terra baida. No regresso, tive inclusivé que sair do carro parar arrumar umas pedras de modo a que o carro pudesse passar. Esta paróquia, Chiga, tem um pequeno centro médico, um dispensário, uma escola tácnica, um pequeno centro de fornecimento de água potável e arroz para a populução local. É uma missão ao estilo antigo e típico de anos passados, porém dizia-me o Awiti que a escola técnica tem os dias contados... caso o número de alunos que a frequenta continue a diminuir.
Tivemos tempo ainda para comprar mais umas lembrançazitas numa loja ali perto do local onde almocamos. Esta zona Masai era mais vasta, com pouca vegetação e escassamente povoada, ao contrário de Kisumu. 


encontrámos vários paroquianos, só que naquele dia o pároco não iria estar presente, por isso fariam somente a celebração da Palavra.
actualmente, está nas mãos da diocese local. Sendo horas do tacho, fomos a um restaurante que se encontrava ao longo de uma estrada, mas do qual se via só a tabuleta. Descendo uns 100 metros, encontrava-se o que mais parecia a casa do Tarzan: era construído literalmente numa enorme árvore. A foto mostra que nao estou a contar tretas...
Chamava-se “TreeTrout = Árvore das Trutas” e, tal como o nome indica, as trutas eram a especialidade. Podíamos ver nas árvores que nos circundavam macacos com longas caudas brancas, sendo o resto da pelagem negra. Eis um belo exemplar:
Retomando a estrada, após uns kms chegámos ao hemisfério norte do planeta; ou seja, passamos a linha do Equador. Eis a foto...
Após a foto e umas compras rápidas, seguimos caminho em direcção Mukululu, zona onde se encontra uma das mais incríveis obras do nosso Instituto; o seu autor é o Irmão Argese, italiano, o qual construiu, ao longo de vário anos, todo um sistema de canais e tubos que levam a água da serra a mais de 250 mil pessoas!!! De facto, foi homenageado pelas Nações Unidas e várias outras entidades por este projecto. Eu já tinha ouvido falar dele, claro, mas uma coisa é ter ouvido falar... outra é ver com os próprios olhos. E fiquei deslumbrado, tal como o Fernandes, que como eu estava pela primeira vez na África e no Kenya. É uma obra simplesmente fabulosa, por várias razões: está em sintonia com o ambiente que a rodeia, usa materiais e obra-prima local e é parte integrante do projecto evangélico de promoção humana. As pessoas em vez de se deslocarem vários kms para irem buscar água podem agora tê-la na própria aldeia; para além do mais, é água tratada e, como tal, a saúde das pessoas melhorou bastante. Creio que o elemento que mais caracteriza e destaca esta obra grandiosa é o facto do Irmão Argese empregar pessoas locais. De facto, quando o padre Elísio foi ali com um grupo de tugas nossos benfeitores, alguns deles perguntavam: “Porque não utiliza ele buldozers e outra maquinaria? Porque é quase tudo feito à mão? Esta pessoas parecem “escravos.” Como lhes respondeu o Irmão Argese? Com palavras como estas: “Em vez de usar maquinarias, eu uso o dinheiro para dar emprego e salários às pessoas; ao mesmo tempo, elas recebem formação profissional, a qual lhes permite viverem com mais dignidade e serem donas do seu próprio destino.” Ou seja, ele não lhes dá o peixe, como muitos fazem, mas ensina-os a pescar! É, de facto, um projecto monumental e uma forma muito concreta de proclamar o evangelho de consolação que Jesus transmitiu a tantos. Mas, no meu ver, o elemento mais positivo deste projecto é o facto de estar em sintonia com o contexto onde se encontra e de não depender exclusivamente do nosso Irmão Argese; creio que quando chegar a altura de ele se ir, o projecto não acabará só porque ele já não estará presente.
Foram construídas várias digas para retenção da água e o projecto continua avançando, pois o Irmão Argese quer que a água chegue a muitas mais comunidades. Mas não é só de água que o Irmão tem feito projectos; além do alargamento da igreja, a qual será transformada em pequeno santuário, está iniciando um projecto de producção de vinho, propondo a várias famílias o início de vinhais para producção mais alargada de vinho.
O que é certo é que ideias não lhe faltam, bem como benfeitores e, quanto às gentes do local, estas estão dispostas a aprenderem sempre mais de modo a melhorarem a qualidade das dsuas vidas. Após o descanso nocturno, na manhã de 2ª feira o Irmão mostrou-nos e explicou-nos tudo tintin por tintin. Agora terei de arranjar material para depois elaborar um texto na nossa revista coreana, pois este é um projecto que merece ser conhecido e difundido também lá no Extremo Oriente. Seguimos caminho em direccao a Meru, onde visitamos a catedral (na foto);
Certo que foi com muita alegria que o vi aqui após tantos anos. Mas o pior foi chegar ali: uma estrada “dos diabos”, pois tinha chovido dias antes e estava impraticável. De facto, cheguei a pensr que iríamos ficar ali. Mas o padre Tobias e o co-piloto chamado Espírito Santo foram melhores que os do rali Lisboa-Dakar. Graças à amabilidade do padre espanhol, ficámos para almoçar. Mas tivemos de sair correndo, pois o tempo era pouco e queríamos ainda chegar a Sagana, local onde temos mais uma parte do nosso “império”: escolas técnicas de vários rmo, uma casa de retiros, o noviciado e mais algumas estruturas. Mais uma vez, vi vários padres de quem só tinha ouvido falar e, como todos os outros, foram muito simpáticos e acolhedores.
Extremamente arrasado...












Chico Withaker, foi muito fraco no que disse; de facto, ele não tem carisma de orador, ainda por cima em inglês. Falou sem vida, sem energia, sem quase saber o que dizer. Claro, ninguém é perfeito, mas gente
deste calibre deveria ter um pouco mais de carisma... Um dos que falarm foi um actor americano, Dan Glover: para quem se lembra do filmes de Mel Gibson, “Arma Letal”, ele fazia de colega de trabalho; é afroamericano, mas não convenceu no que disse. O que valeu foi a música que intercalava os discursos; assim, depois de uma horita e pouco, decidi ir-me, juntamente com 3 colegas meus. Passámos na livraria das Paulinas e regressámos a casa.
Descansei um pouco e continuei a actualizar este meu diário, de modo a não estar até tarde depois da janta em frente ao computador. Consegui também, após vários dias de tentativas fracassadas, abrir um sito coreano onde tenho email e que me possibilita o contacto com alguns amigos coreanos.
desconhecem.
Por falar na Coreia,m confesso que tenho saudades, embora esteja a adorar esta minha primeira experiência africana, poiis afinal é lá que vivo e trabalho. Mas tenho ainda uma semana pela frente, na qual visitarei locais significativos, do ponto de vista histórico e afectivo, para o nosso Insituto, bem como, se Deus quiser, os pais do meu colega que faleceu na Coreia a 18 de Dezembro de 2005.